Aqui é onde a terra se despe
e o tempo se deita..

(Mia Couto, A Varanda do Frangipani)

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domingo, 12 de janeiro de 2014

Deixa-me estar

Estar aqui
Quieta

Estar aqui
Longe

Estar aqui
Junto a delicadeza do que guardei em um livro

Estar aqui 
Dentro 

Estar aqui
É onde sei viver, onde não preciso de calçados e nem de anéis.

Estar aqui é o que me basta. Por hoje só. Por certo estranha e por algum tempo sem atravessar pontes.

( em casa, sem querer mudar a casa de lugar )







sábado, 14 de janeiro de 2012

Prólogo



 Eu não escrevo para ti, se escrevesse seriam cartas e não o são. Minha escrita é egoísta, é minha, de mim e para mim. Talvez não exatamente de mim ou sobre mim, mas por mim.

  É simples, necessário, sagrado e ritualístico. Perfumado, doce e às vezes dolorido. Importante, santo, meigo, forte, nem sempre belo, mas constante. É lágrima, riso, tudo que tenho, o que nunca tive. Minha falta e tua ausência, faca, pedra, muitas vezes flor. O que posso e o que não consigo, é visceral, pulsante, ínfimo e colérico. É quando descanso de minha insônia, quando posso ser eu sem nome, posso morrer sem culpa.

  Escrever é perturbador, é o que cura... de mim... de ti.



Pausa



Era um 13 de janeiro, uma sexta-feira 13. Começou de maneira tão bela. Uma música, uma viagem, vinho, chocolates, uma promessa, vários livros, mãos charmosas... Era um tempo intrigante. Lembra? 13 horas, 13 dias, 13 anos, quem se importa?  Duas vidas, tua vida, minha vida e o tempo, um espaço. Projeção? Talvez sim, talvez não.  Sexta Feliz!?


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

caminhos


Certa vez um homem me contou
Que todos os pássaros buscam alcançar o céu
Que as borboletas são fascinadas pela luz
Que viu uma montanha apaixonada pela nuvem
E a flor vermelha que amava o beija flor

Depois de um longo silêncio, me falou
Que agora não tinha mais segredos
E que precisava partir, sua bagagem estava leve...
             
                    Seguiu pela estradinha com passos seguros e não olhou para trás... Parecia feliz!


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lua



Então anoiteceu
Eu não vi
Eu senti
Não adormeci
Finalmente amanheceu...
                                       Revivi.


                                

Quem


 Não sou  quem escreve;
também não sou o que escrevo...
                                                   Os escritos me são...