Aqui é onde a terra se despe
e o tempo se deita..

(Mia Couto, A Varanda do Frangipani)

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Distante



Uma imensidão escura
Um frio fundo na alma
Um silêncio de medo
Uma imagem refletida
Um peito sem ninguém
Uma forma sem corpo
Um acordar sem dormir
Um vento na sombra
Um olhar vazio
Um tempo longo
Uma jura sem promessas
Uma música ausente
Uma vida que nunca viveu...


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vento

O chão começa ficar frio, sensação letárgica que antecede o pranto;
Inquietação, urgência, fuga.
A lágrima chega doce umida quente;
Lava e leva o estado lacônico de sensações.
Agora é síntese de água e sal, que limpa a dor.
Desmancha o nó e deixa respirar.
Sente, chora;
Agora pouco demora;
Logo o frio passa e só volta
Se a nuvem voa longe e a chuva demora falar...